EXCUTA
Sandra-X e Craca


real time audiovisual performance
40 minutes

PT
é uma performance de som e imagem produzidas/editadas em tempo real (live cinema) com 40 minutos de duração, cujo tema central reside no surgimento da escuta nos seres vivos e a consequente organização socio politica e cultural decorrente desta faculdade.

Para realização da performance emprega-se um sistema adicional de sonorização da voz pela performer Sandra-X. Este sistema diaologa plasticamente e espacialmente com o tema da obra. São quatro esculturas sonoras que, arbitrariamente, aproximam a voz de Sandra à atenção do publico pemitindo a condução deste pelo espaço acustico e pela temática da peça.

Visualmente a obra lança mão de recursos e técnicas diversos. Desde representações audioreativas ao estilo cimatics que vão da passividade ao caos até sampleamento e tridimensionalização de plantas de engenhos industriais, passando por imagens de arquivos históricos e criaturas unicelulares sintéticas que reagem ao estímulo sonoro da performance.

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CONCEITO (resumo)

Desde a simples constatação do 'outro' através das vibrações do epitélio nos primitivos organismos unicelulares aos gigantescos e desajeitados radares acústicos empregados na primeira guerra mundial, o som parece cumprir sempre o papel de 'interface' na relação dos seres vivos com o ambiente a sua volta (e portanto, com os demais seres vivos). No caso específico do ser humano, as cidades, as máquinas e a linguagem somam-se a este principio sofisticando-o mas também trazendo problemas novos.


Lançando mão de textos diversos dos próprios performers somados a autores conhecidos como Mario de Andrade,  Clarice Lispector, Guimarães Rosa, Virginia Kastrup, Deleuze, Jean-Luc Nancy narra-se, em uma suite de quatro movimentos, uma hipótese da comunicação e do espaço comunicacional, desde o seu passado ancestral, até o seu presente conflituoso.



DESCRIÇÃO TECNICA

A performance é operada por Felipe Julián, responsável por imagens e trilha musical e Sandra-X responsável por trilha musical e narração difundida.
Todo o sistema visual está conectado de forma a retroalimentar-se do som para alterar múltiplos parâmetros das imagens. Assim, tanto a voz de Sandra quanto os sons da trilha ou mesmo da plateia produzem reações imagéticas complexas a exemplo das “amebas" apresentadas no inicio de cada uma das quatro partes da obra, que movem-se, excitam-se e se eriçam em reação ao texto falado, sempre a partir de analise FFT. 
A trilha sonora é eletronicamente executada em tempo real a partir de trechos previamente programados e de sintetizadores. Utilizam-se para esta função dois computadores com Ableton Live e respectivos controladores MIDI. Um destes computadores atua como "Master Midi” de um terceiro computador ao qual são conectados os projetores (até 3 para opção com projeção imersiva). O segundo computador de áudio recebe a voz de Sandra-X que realiza processamentos diversos e envia esse som modificado para o conjunto de 4 esculturas sonoras que chamamos de “cornetas”.  São drivers de audio acoplados a tubos de cobre e cornetas de caixas de som que, além de impor um filtro timbristico peculiar, permitem criar pontos localizados de difusão do som, função esta que Sandra opera a partir de seu setup. 
Em sua versão original máxima, a peça é difundida em sistema surround de 6 caixas de som (além das 4 esculturas sonoras) e 3 projetores configurados como tela central e duas telas laterais, videomapeadas.


EN
is a sound and image performance produced/edited in real time (live cinema) lasting 40 minutes, whose central theme lies in the emergence of listening in living beings and the consequent socio-political and cultural organization resulting from this faculty.

To carry out the performance, an additional voice sound system is used by performer Sandra-X. This system dialogues plastically and spatially with the theme of the work. There are four sound sculptures that, arbitrarily, bring Sandra's voice closer to the public's attention, allowing them to guide them through the acoustic space and the theme of the piece.

Visually, the work uses different resources and techniques. From audioreactive representations in the Cymatics style that range from passivity to chaos, to sampling and three-dimensionalization of industrial plant plans, through images from historical archives and synthetic single-celled creatures that react to the sound stimulus of the performance.